A descriminalização do aborto subtrai ao plano divino.

Sabemos que os defensores do aborto não desistem de tentar aprová-lo no Brasil. Mais uma tentativa ameaçadora agora se apresenta, pois o Supremo Tribunal Federal – STF convocou uma audiência pública sobre descriminalização do aborto, anunciado pela ministra Rosa Weber.

Já temos um precedente terrível do STF, quando a Primeira Turma do STF decidiu, em um caso específico, que o aborto quando ocorrido nos três primeiros meses não é crime. A decisão, contudo, não criou jurisprudência, e o tema segue em discussão. Na verdade, essa decisão não deveria ser do STF, mas do Congresso Nacional.

Mobilização dos cristãos contra a descriminalização do aborto

Se as pessoas de boa vontade, sobretudo, os cristãos, não se mobilizarem, esse crime hediondo pode ser aprovado no Brasil.

Nada justifica tirar uma vida humana em gestação, nem mesmo a má formação genética, nem o estupro ou incesto, e outras falsidades.

Muitos argumentos falsos são usados para tentar descriminalizar o aborto. Um deles é dizer que o feto ainda não é uma pessoa; apenas uma vida em potencial, “um amontoado de células”. Tudo isso é refutado pela boa ciência. No embrião formado pela união do sêmen do pai e do óvulo da mãe (zigoto) já está toda a mensagem da vida deste ser humano: cor dos olhos, da pele, sexo, biótipo, etc.

Outro argumento falho é a questão de uma gravidez fruto de estupro e de incesto; o que o aborto mata é um ser humano, e não importa como ele foi gerado. No caso de uma gravidez gerada por incesto ou estupro, quem deve ser punido é o estuprador e não a criança gerada, que passa a ser vítima inocente e indefesa; uma covardia. Abortar a criança seria aplicar o Direito às avessas; punir a vítima e não o agressor.

É claro que, o estupro é um crime violento que deixa na vítima uma ferida dolorida. Esta mulher, gravemente ferida no corpo e na alma, deve receber todo carinho e proteção, mas não deve abortar seu filho. Temos visto testemunho de muitas mulheres que foram estupradas e que não abortaram, mas que tiveram seus filhos e os amam profundamente, simplesmente porque é seu filho. Um erro não justifica outro, como matar uma criança indefesa; nada nos dá o direito de matar um ser humano.

A vida dentro do útero possui um valor intrínseco

A vida dentro do útero possui o mesmo valor intrínseco que a vida fora dela. Jamais uma mãe pode matar o seu filho no ventre, porque, esse poderia lembrá-la de um acontecimento doloroso, ou melhor, ninguém pode matar um ser humano por trazer-lhe lembranças de um evento doloroso. Se uma mãe não quer criar o seu filho, fruto de um estupro, então, pode dar o filho à adoção.

Cristo nos ensina a não pagar o mal com o mal, mas com o bem. A mulher que foi estuprada pode e deve transformar um ato de maldade, em um ato de graça. Não é lícito matar uma criança, por não ser desejada ou planejada.

Outro argumento falso, usado pelos defensores do aborto, é o de que a mulher tem direito ao seu corpo. É comum ler cartazes assim: “Mantenha suas leis fora do meu útero”. A ciência mostra, com clareza que, o bebê não faz parte do corpo da mulher. Abortar é matar outro ser humano, é outro corpo, outra vida. O feto é um ser distinto da mãe; ele tem seus cromossomos únicos.

Argumento falho

Outro argumento falho é dizer que “a moralidade não pode ser legislada” e que o governo não tem que se intrometer nas decisões das mulheres. É uma afirmação incoerente, pois, a função da lei é exatamente a de manter a moralidade dos atos das pessoas, para proteger a vida de todos. A lei deve impedir o roubo, o assalto, o incesto, a pedofilia, o seqüestro, o estupro, o assassinato, o desrespeito, etc., isto é, tudo que é imoral e que prejudica a vida de todos.

Temos de eliminar, de vez, o conceito perverso e desumano de que uma criança já nascida tem um valor imenso, enquanto a não nascida não vale nada. Não, ambas são preciosos seres humanos, “imagem e semelhança de Deus”, que merecem toda a proteção dos pais, do governo e das leis.

No caso de uma mãe correr algum risco de vida, por causa de uma gestação, os médicos podem e devem fazer de tudo para defender a saúde da mãe, exceto matar o bebê deliberadamente. Se, por efeitos colaterais do tratamento, a criança vier a morrer, paciência! Não desejou-se a sua morte, apenas tratou-se da mãe. É lógico que, os métodos terapêuticos devem evitar ao máximo os procedimentos, que afetem a vida do feto. Moralmente falando, a vida da mãe e da criança não têm preço; e o que o aborto mata é uma vida humana. Há poucos dias, os noticiários mostraram um bebê que nasceu com 4,5 meses e apenas 280 gramas, cabia na palma da mão da enfermeira; e ele sobreviveu.

12 semanas de gestação e o bebê está desenvolvido

O útero, antes o lugar mais seguro do mundo, tornou-se uma zona de fogo livre. Apenas com 12 semanas de gestação, o bebê já é bem desenvolvido. Num bebê com 12 semanas, todos os sistemas orgânicos funcionam: ele respira e urina também; os pezinhos já estão completamente formados com 12 semanas; o corpo está formado e possui até impressões digitais. Quando sua mãe dorme, ele dorme; se houve um ruído forte, no ambiente exterior, ele acorda. Nesse estágio o bebê pode sentir dor e é muito sensível a luz, ao calor e ao barulho. Sua personalidade já está em formação.

Com oito semanas um bebê segura qualquer objeto que for posto em sua mão. Se for feito um eletrocardiograma, com instrumentos de precisão, até as batidas do seu coração serão ouvidas. Com o auxílio de um microscópio descobrimos que esse pequeno ser tem 46 cromossomos em cada célula de seu corpo, demonstrando claramente que é um ser humano; os exames de ultrassom mostram uma criança viva.

Cada um de nós foi um óvulo fertilizado, uma simples célula; tudo o que somos já estava contido nesta simples célula. A grande pergunta é esta: quando começa a vida humana?

Não se pode colocar limites para a vida

Se nos valermos da idade para determinar o direito que o feto tem à vida, será igualmente lógico, estabelecer para a pessoa um limite de idade máxima, por exemplo, 80 anos. Podemos declarar que, todos acima desta idade, não terão mais sua vida protegida pela lei? É claro que não, não se pode colocar um limite para a vida.

Alguns dizem que o ser não é humano até que não tenha certa experiência do amor, mas o que será, então, dos não-amados? Outros dizem que o ser é humano só quando passa a ter certa consciência de si mesmo, porém, o que dizer da criança excepcional? Do jovem em estado de coma há três semanas, após um acidente? De uma avó depois de um derrame?

Se, hoje, damos o direito à mãe de matar legalmente seu filho não nascido, porque é estorvo para ela, amanhã, logicamente, devemos dar ao filho o direito, também legal, de matar a mãe dele que se tornou um peso para ele?

Devemos, então, proteger igualmente todas as vidas humanas,  ou permitir que os legisladores definam o direito à vida? Podemos, conscientemente, permitir que os grandes matem os pequenos, os fortes eliminem os fracos, os conscientes destruam os inconscientes?

Outras observações podem ser feitas. O juramento do médico é o de salvar e não de matar. Não se justifica o aborto por razões sociais, nem como questão de saúde pública, eugenia ou por razões psíquicas. Muitas vezes, uma criança abortada morre de maneira horrivelmente dolorosa. São graves as consequências psicológicas e espirituais para a mulher que aborta.

A descriminalização do aborto é um crime

Este crime é tão hediondo que o Código de Direito Canônico da Igreja pune – com a pena de excomunhão – os pais que praticarem o aborto, bem como os que o realizaram. Não se justifica o aborto em caso de feto anencéfalo; há crianças que nasceram sem o cérebro ou com parte dele e sobreviveram.

Sabemos que existe uma verdadeira “indústria do aborto”, que dá muito dinheiro às custas do assassinato de milhares de bebês; e sabemos que o aborto pode ser usado para domínio e repressão. A imprensa já denunciou algumas vezes que, bebês abortados, são usados para fazer cosméticos.

Dr. Bernard Nathanson, que chefiou a maior clínica de aborto dos EUA, diz que pessoalmente realizou cerca de 5.000 abortos; quando caiu em si passou o resto de sua vida lutando contra o aborto. Ele denuncia que as estratégias abortistas são mentirosas, manipulam dados estatísticos, mentem, falseiam a verdade. As pesquisas, no Brasil, realizadas pela “Data Folha” e outras fontes, várias vezes já mostraram que a maioria do povo brasileiro é contra a descriminalização do aborto.

E não podemos deixar de dizer que a “Pílula do Dia Seguinte” (PDS), que hoje é vendida fartamente, é abortiva, pois não permite que o embrião faça a nidação no útero da mãe e é abortado.

Por: Professor Felipe Aquino

 

Fonte: cançãonova.com

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