Se os adultos ficam viciados, o que não acontecerá com as crianças?

As novas tecnologias são de grande ajuda para muita gente, mas também podem interferir no desenvolvimento normal de funções como a atenção, a concentração e o autocontrole.

A maioria dos especialistas desaconselha o seu uso nos primeiros anos de vida por causa do alto risco de vício. Nos adultos esse efeito já está demonstrado e suspeita-se que o impacto nas crianças pequenas seja maior ainda, porque o seu cérebro está se desenvolvendo.

Se os seus filhos pequenos pedem o celular com frequência e se irritam quando você não o dá ou pega de volta, estas próximas dicas podem ajudar.

IMPORTANTE: Não adianta cortar de vez. A criança não vai entender por que ontem podia e hoje não pode mais – e vai experimentar uma espécie de síndrome de abstinência difícil de encarar. O fato é que não há maneira de “explicar” a uma criança pequena que ela não pode ficar viciada no dispositivo; o principal objetivo, portanto, é tornar a limitação de uso mais fácil para ela.

As dicas:

  1. Explique à criança que vamos usar menos o telefone. Nada de exageros do tipo “você nunca mais vai brincar com o telefone da mamãe ou do papai”.
  1. Para explicar isso, escolha um dia propício, de sol, em que se possa sair para passear. É mais difícil limitar o uso do tablet e do celular justamente num dia chuvoso ou frio em que se tenha que ficar dentro de casa.
  1. Evite, pelo menos inicialmente, os contextos em que a criança tendia a usar mais o dispositivo: por exemplo, se ela estava acostumada a comer na cozinha olhando o telefone, é melhor transferir a refeição para a sala, pois isso quebra a associação do ambiente com o aparelho. Além disso, nos dias que você definiu para que a criança brinque menos com os dispositivos eletrônicos, é bom sair para passear, visitar a vovó, brincar no pátio ou jardim…
  1. Evite o estímulo. Vai ser bem mais fácil manter a criança afastada do tablet e do celular se ela não enxergar esses aparelhos. Deixe-os fora da vista dela.
  1. Nos contextos em que ela tende a querer o celular ou tablet, ofereça alternativas incompatíveis com esses dispositivos, como desenhar, andar de triciclo, brincar de cavalinho nas costas do papai ou da mamãe…
  1. Leia historinhas (em livros, não em tablets…). Ler para as crianças é muito benéfico porque incentiva a imaginação e a comunicação, enriquecendo o seu vocabulário. Além disso, o contato com os livros desde a infância é um incentivo a continuarem lendo quando forem crescendo.
  1. Favoreça a busca de alternativas por parte da própria criança, perguntando, por exemplo, se ela prefere desenhar, brincar com as peças de montar, ouvir uma história, jogar bola, brincar com seus dinossauros ou suas bonecas, andar de triciclo, fazer uma cabana… A criança tende a apelar para os dispositivos eletrônicos nas horas em que está mais entediada.
  1. Reforce os momentos longe do celular e do tablet com afeto e proximidade! Poucas coisas ajudam tanto uma criança a se sentir bem e fortalecer a sua confiança quanto o afeto e as brincadeiras com seus pais. Associar os momentos sem celular e sem tablet com experiências de carinho e proximidade dos pais ajuda a reduzir a “dependência” dos eletrônicos.
  1. Não castigue. O mais eficaz é ser paciente diante da frustração e da irritação das crianças ao serem contrariadas e ajudá-las a superar esses sentimentos. Elas precisam de grandes doses de amor, carinho e qualidade de tempo compartilhado para interiorizar as novas normas e limites.

Sim, é difícil preparar a comida ou esperar o pediatra sem recorrer ao celular para distrair a criança, mas limitar essa dependência é um esforço que vale muito a pena: o momento “complicado” de hoje resultará em mais capacidade de concentração, paciência e afeto no futuro.

Além disso, estabelecer limites é mais complicado nas primeiras vezes, mas, depois de pouco tempo, a criança já está feliz com outras brincadeiras mais benéficas para o seu desenvolvimento.

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Adaptado de original em espanhol escrito por Álvaro Bilbao

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